Bullying é uma palavra ainda sem
tradução literal na língua portuguesa, mas pode ser compreendida como um
comportamento como um conjunto de práticas agressivas e de exclusão, muitas
vezes elevada ao grau de violência extrema, sejam estas verbais, físicas ou
virtuais, dirigidas a pessoas que são consideradas pelos agressores como fora
de determinados padrões estéticos, sociais, culturais e comportamentais
estabelecidos quase sempre a partir de critérios fundamentados em preconceitos.
É por excelência uma manifestação de intolerância. Não é um fenômeno recente, mas vem se
intensificando nos últimos anos com praticas de agressões cada vez mais cruéis e
sofisticadas. Algumas de suas causas mais prováveis são as banalizações da violência, a impunidade e a
rejeição de valores que são primordiais para uma convivência harmoniosa,
baseada na aceitação do outro, no respeito às diferenças.
O bullying é universal e sua
pratica não é exclusiva de grupos específicos, uma vez que se processam em
todos os segmentos de classe sociais e ambientais, tais como: escola,
universidade, no trabalho, nas ruas e até meso em casa. E é justamente no
ambiente escolar que a pratica de bullying vem se propagando entre os
adolescentes e, de maneira preocupante, entre crianças com menos de dez anos de
idade, com forme a imprensa tem noticiado com freqüência.
Na maioria dos casos as vitimas de
bullying fecham-se num circulo de sofrimento, muitas vezes silencioso, enquanto
vão desenvolvendo uma série de transtornos psíquicos que chegam até mesmo a
invalidar suas existências. Paradoxalmente, em alguns casos as vítimas
incorporam a postura do agressor. Exemplo disto também tem estado no
noticiário, onde assistimos na TV ou via internet, indivíduos promovendo ataques
e assassinatos coletivos contras pessoas inocentes e indefesos e revela-se
depois que este agressor sofreu bullying num determinado momento de sua vida.
No caso especifico da escola
deve-se observar que as agressões podem tomar proporções muito maiores levando
a conseqüências que comprometam não só o equilíbrio emocional e a integridade
física das vítimas, mas também o desempenho, e os índices de produtividade.
Essas conseqüências somadas podem resultar na evasão escolar.
Foi a partir dessa compreensão que
a ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL NOSSA SENHORA DIVINA PASTORA está desenvolvendo
o projeto “Diga não ao Bullying, sim à paz!” com o objetivo de favorecer o
entendimento do fenômeno bullying em todos os seus aspectos e variáveis, como
forma de evitar a disseminação da violência e estabelecer um ambiente de harmonia
e produtividade na escola. Para viabilizá-lo esta contando com o envolvimento
de toda a comunidade escolar – diretores, coordenadores, alunos, professores e
funcionários.
Segundo os seus idealizadores, o
projeto – que tem como público-alvo alunos dos 6ª aos 9ª anos, numa faixa
etária entre 11 e 20 anos – surgiu à necessidade de conscientizar esses
estudantes das conseqüências de maus tratos físicos, verbais e virtuais,
atitudes essas ocorridas nas dependências e adjacências da escola.
O projeto “Diga não ao Bullying,
Sim à Paz!” já esta em andamento desde maio último e se estenderá até o final
do ano letivo de 2012. Vem sendo aplicado através de um conjunto de ações
educativas e práticas, que incluem debates, estudos em grupo, entrevistas, produções
de textos, confecção de cartazes, teatro, vídeos, além de apresentações e
exposições para toda a comunidade dos trabalhos sobre o tema realizado em sala
de aula. Ainda dentro do calendário de atividades constam palestras ministradas
por profissionais da área de saúde, psicólogo, assistente social e uma
enfermeira do PSF. Cada um desses profissionais abordou aspectos específicos do
tema.
Para o coordenador pedagógico da
escola, “Essas palestras são bastante valiosas, pois na mediada em que ampliam
nossa compreensão sobre o bullying, nos possibilitam utilizar as ferramentas adequadas
a cada caso, tanto em relação às vitimas, como no que diz respeito aos
agressores. Sabe-se que a escola, ao lado da família, é uma instituição que
contribui para a construção afirmativa do cidadão. Esperamos que as ações
práticas que estamos empreendendo aqui na Escola
Municipal Nossa Senhora Divina Pastora nos tragam subsídios para
combater o bullying entre os nossos estudantes e assim possamos cumprir parte
do nosso papel d educadores”.
Texto: Rubenita
Texto: Rubenita
Nenhum comentário:
Postar um comentário